O comissionamento em Alta Tensão (AT) e Média Tensão (MT) é a etapa crítica que garante a transição segura entre a instalação física e a operação definitiva de um sistema elétrico. Esse processo consiste em uma bateria rigorosa de inspeções, testes de isolamento, ensaios funcionais e calibração de relés de proteção, visando certificar que todos os equipamentos — como transformadores, disjuntores e seccionadoras — operem em conformidade com as normas técnicas e os projetos de engenharia.
Além de prevenir falhas catastróficas e paradas não programadas, a validação estruturada dos painéis e subestações assegura a integridade física dos operadores e estende a vida útil dos ativos. Em um cenário onde a continuidade do suprimento e a eficiência energética são vitais, o comissionamento em AT e MT não é apenas um procedimento formal, mas a garantia final de confiabilidade, segurança e máxima performance para a infraestrutura elétrica.
O comissionamento de equipamentos de Média e Alta Tensão (MT e AT) é o processo fundamental para validar o desempenho e a segurança dos componentes essenciais de um sistema elétrico antes de sua energização final. Essa etapa envolve a aplicação de ensaios elétricos, testes funcionais e verificações mecânicas criteriosas em ativos cruciais, como transformadores de força, disjuntores, chaves seccionadoras, transformadores de medição e proteção (TPs e TCs), para-raios e painéis de distribuição. Ao testar individualmente e de forma integrada cada um desses elementos, certfica-se o isolamento adequado, a correta atuação das proteções e o alinhamento com as especificações do projeto. Dessa forma, o comissionamento mitiga riscos de avarias graves, evita desligamentos indesejados, protege a integridade dos profissionais de campo e assegura a máxima confiabilidade operacional e longevidade a toda a infraestrutura elétrica da instalação.
A parametrização de relés de proteção é a etapa em que a lógica de projeto, as curvas tempo-corrente e as funções de proteção (como 50/51, 50N/51N e 87) são convertidas em instruções operacionais no equipamento. Esse ajuste fino garante que o sistema identifique e isole faltas no menor tempo possível, preservando os ativos e mantendo a seletividade da instalação elétrica.
O processo exige o domínio de softwares dedicados e particularidades de cada fabricante. Nos relés da SEL (Schweitzer Engineering Laboratories), como as séries SEL-751 ou SEL-351, a configuração exige atenção à sintaxe precisa das equações SELogic e ao mapeamento via SEL AcSELerator QuickSet. Nos equipamentos Siemens da linha SIPROTEC (como SIPROTEC 4 ou 5), o trabalho concentra-se no ambiente DIGSI, ajustando matrizes de roteamento e lógicas CFC. Para os dispositivos Schneider Electric, como as famílias MiCOM, Sepam e PowerLogic P3/P5, o ajuste é feito por meio de softwares como o Easergy EcoStruxure Power Build ou EcoStruxure Studio, mapeando matrizes de trip e comunicações em redes IEC 61850 ou Modbus. Nos relés da ABB, como a linha Relion (REF615/REF620), utiliza-se o PCM600 para parametrizar blocos funcionais. Já nos relés nacionais da Pextron, a parametrização foca na simplicidade dos ajustes diretos no painel frontal ou via software proprietário, sendo amplamente aplicados em cabines primárias e sistemas de MT.
Uma parametrização bem executada assegura que o relé atue com máxima precisão, evitando desligamentos indevidos e garantindo a coordenação segura da proteção.
O comissionamento do Sistema de Proteção, Controle e Supervisão (SPCS) é a etapa final de validação que garante que toda a inteligência e a automação de uma subestação operem exatamente conforme projetadas antes da energização. Esse processo certifica a integração perfeita entre os relés de proteção, quadros de comando, religadores, sistemas SCADA e equipamentos de pátio.
A execução exige ensaios rigorosos com o uso de uma maleta de injeção secundária hexafásica. Com ela, injetam-se grandezas trifásicas simultâneas de tensão e corrente para simular faltas complexas, assimetrias e oscilações do sistema, avaliando o tempo de resposta e o comportamento das curvas tempo-corrente dos relés.
O processo envolve três frentes de testes indispensáveis. Nos testes lógicos, valida-se a lógica interna dos relés e controladores — como intertravamentos, esquemas de religamento automático, seletividade lógica e trip de bloqueio —, garantindo que as equações respondam corretamente a múltiplos cenários de defeito. No teste funcional, verifica-se a atuação física real do sistema, simulando o trip do relé para comprovar o disparo do circuito de abertura do disjuntor, sinalizações visuais, alarmes no painel e atuações de esquemas de alívio de carga ou transferência de fonte. Por fim, no teste de ponto a ponto, checa-se a integridade da cadeia de comunicação entre o IED e o sistema supervisório (SCADA/IHM), confirmando se cada evento, alarme, medida e estado de chave chega à central de operação com a estampa de tempo, endereço e polaridade corretos.
Um comissionamento de SPCS bem estruturado elimina falhas ocultas de fiação ou lógica, assegurando a atuação seletiva da proteção e protegendo a integridade operacional da infraestrutura.
A Gaesan realiza o comissionamento completo de equipamentos elétricos, garantindo testes rigorosos, segurança operacional e a perfeita integração do seu sistema antes da energização.
A Gaesan executa a parametrização de relés de proteção com precisão técnica, garantindo a correta configuração das lógicas e a atuação seletiva para a segurança do seu sistema.
A Gaesan realiza o comissionamento de SPCS com testes lógicos, funcionais e de ponto a ponto, garantindo a perfeita integração entre os relés, supervisório e equipamentos de pátio.
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